Está comprando um lote ou quer construir em 2026? Veja o que analisar!
- Suellen CS

- há 5 dias
- 4 min de leitura

Está comprando um lote ou planejando construir em 2026?
Antes de pensar em planta, fachada ou tamanho da casa, existem decisões que vêm antes — e ignorar essa etapa costuma custar caro depois.
Na Região dos Lagos, isso é ainda mais evidente. Aqui, muitos custos não aparecem nas contas iniciais. O CUB, por exemplo, é bastante usado como referência, mas ele não considera fundações especiais, adaptações ao solo, soluções para lençol freático alto, nem decisões de conforto ambiental. Ele ajuda a ter uma noção geral, mas não traduz o custo real de construir bem nesse território.
Construir começa antes da planta. E quem entende isso, constrói diferente.
Programa da casa e uso futuro
O primeiro passo é definir o programa da casa — ou seja, como os ambientes se organizam e como a casa será usada ao longo do tempo.
Não é só quantos quartos ou banheiros. É pensar se a casa vai receber visitas com frequência, se alguém trabalha em casa, se existe a possibilidade de aluguel no futuro, como o uso vai mudar com o passar dos anos.
Projetos feitos apenas para o “agora” costumam gerar reformas precoces, improvisos e gastos extras. Planejar bem evita retrabalho e dá à casa uma sensação de coerência que se percebe no dia a dia — e que chama atenção de quem entra.
Orçamento real
O segundo ponto é o orçamento, mas ele precisa ser tratado de forma honesta.
Além da construção em si, entram na conta:
projeto arquitetônico
aprovação legal
adaptações ao terreno
soluções construtivas
e o custo de manter a casa confortável ao longo dos anos
Um bom projeto não é um custo a mais. Ele é uma estratégia para economizar na obra e durante a vida útil do imóvel.
Quando conforto térmico, iluminação natural e ventilação são pensados desde o início, a casa gasta menos energia, exige menos correções e envelhece melhor. Na prática, o investimento no projeto se paga ao longo do tempo, assim como acontece com sistemas de energia solar: você sente a diferença mês após mês.
Ainda se fala pouco sobre isso, o que faz com que quem projeta dessa forma esteja sempre um passo à frente.
O terreno manda mais do que parece
Na Região dos Lagos, o terreno é decisivo. E não apenas pela metragem.
Aqui lidamos com solo arenoso, lençol freático alto (a água subterrânea próxima da superfície), presença de pedras, áreas com drenagem difícil, proximidade de rios, lagoas, árvores, e até regiões com características de brejo ou solo saturado.
Tudo isso influencia fundação, implantação da casa e custo da obra.
Topografia, orientação solar, direção dos ventos, relação com vizinhos e com o entorno natural determinam muito mais do projeto do que a planta escolhida no papel. Ignorar essas condições costuma gerar soluções artificiais depois — e soluções artificiais sempre são mais caras.
Arquitetura bioclimática é justamente isso: usar o ambiente a favor do projeto, em vez de tentar corrigir tudo depois com máquinas e gastos contínuos.
Ambiente, conforto e estratégias passivas
Depois de entender o terreno, entram as decisões de conforto ambiental.
Estratégias passivas são soluções que não dependem de equipamentos pra gerar conforto e economia: posição da casa no lote, tamanho e localização das aberturas, sombreamento, ventilação cruzada e aproveitamento da luz natural. Tudo isso reduz calor excessivo, melhora a qualidade dos espaços e diminui a dependência de ar-condicionado.
Essas decisões não aparecem na fachada de forma óbvia, mas são sentidas todos os dias. São elas que fazem a casa parecer naturalmente confortável — e isso é algo que as pessoas percebem, mesmo sem saber explicar exatamente por quê.
Prefeitura é o mínimo, não o objetivo
As regras da prefeitura definem o que é permitido construir. Elas estabelecem limites, recuos e índices, mas não ensinam a construir bem, nem a construir para viver melhor ao longo do tempo.
Por isso, o nosso trabalho vai além do atendimento ao mínimo legal.Os projetos são desenvolvidos com base em normas de desempenho, acessibilidade, desenho universal e critérios reais de conforto ambiental, eficiência e uso consciente dos recursos.
Esses temas não aparecem todos de uma vez, nem poderiam. Cada fase do projeto já considera esses pontos de alguma forma, mas algumas decisões só podem ser aprofundadas quando o projeto evolui.
Funciona assim:
Projeto básico - Ideal para quem quer entender possibilidades, estudar o terreno, avaliar custos e começar a se organizar financeiramente. Nessa fase já entram diretrizes de conforto, soluções de acessibilidade, desenho universal e uso racional dos espaços.
Projeto legal - Voltado à aprovação na prefeitura, respeitando a legislação urbana. Aqui o foco é garantir viabilidade e segurança jurídica, sem perder de vista as decisões técnicas já estabelecidas.
Projeto executivo - É onde o projeto ganha precisão. Detalhamento construtivo, desempenho térmico, acústico e lumínico, e eficiência no uso de recursos (águas, luz solar, energia) são desenvolvidos com profundidade. Essa etapa reduz improvisos, desperdício e decisões apressadas na obra — e é o que diferencia uma casa correta de uma casa realmente bem pensada.
Nem tudo precisa ser feito de uma vez. Mas quem percorre essas etapas com método constrói com mais clareza, menos erro e uma qualidade que se percebe no uso diário — e que dificilmente passa despercebida.
Construir começa antes da planta
Construir não começa no desenho final. Começa com leitura de contexto, critérios técnicos claros e decisões feitas no momento certo.
Quando projeto, orçamento, terreno, desempenho, acessibilidade e conforto são pensados de forma integrada, a casa deixa de ser apenas correta. Ela passa a funcionar melhor no dia a dia, envelhece com mais qualidade e exige menos correções ao longo do tempo.
Esse tipo de projeto não nasce do improviso nem de soluções genéricas. Ele nasce de método, repertório técnico e atenção aos detalhes. Quem pretende construir ainda este ano precisa iniciar o projeto o quanto antes. As etapas de estudo, definições e detalhamento levam tempo, e começar cedo evita escolhas apressadas e custos desnecessários na obra.
Independentemente de você estar apenas estudando um terreno, se organizando para construir em 2026 ou pronto para avançar, existe um caminho mais seguro quando o projeto começa no tempo certo e que evita decisões apressadas e gastos desnecessários.
Quem escolhe esse processo constrói com mais segurança, mais eficiência e uma qualidade que se sente na casa todos os dias. E isso, naturalmente, diferencia.
Se quiser conversar sobre o seu momento e entender qual etapa faz mais sentido agora, é só entrar em contato.


